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O Sarampo voltou!

Confira os sintomas e como se prevenir.

Há alguns dias correm noticiários nos vários veículos de comunicação sobre o sarampo.  Em torno disso, neste artigo iremos abordar o que está de fato acontecendo, e te deixar informado sobre a doença e como se prevenir.

O Sarampo já foi considerada doença erradicada no Brasil desde 2016 pela Organização Mundial de saúde (OMS), que durante o período de 1 ano foi identificado que não houve registros do vírus no País. Mas este cenário mudou com os recentes boletins publicados onde está em curso o surto da doença em nosso país, sendo ela, altamente contagiosa e que pode levar à morte de crianças pequenas ou ainda causar sequelas graves.

Segundo a OMS, Entre 1º de janeiro e 23 de maio deste ano, foram registrados 995 casos de sarampo no país (sendo 611 no Amazonas e 384 em Roraima), incluindo duas mortes.

O site G1.com, noticia a terceira vítima que foi confirmada nesta quinta-feira (05/07/2018): um bebê de sete meses morreu em Manaus em 28 de junho depois de apresentar febre, manchas na pele, tosse e coriza. A Secretaria de Saúde local investiga agora se a morte de uma bebê de nove meses também foi por sarampo. Ainda no mês de junho, o Ministério da Saúde também informou haver alto risco de retorno da poliomielite em pelo menos 312 cidades brasileiras. A doença era considerada erradicada no continente desde 1994, após décadas provocando milhares de casos de paralisia infantil.

A vacina que previne o sarampo é a tríplice viral, que é umas das 14 vacinas que são oferecidas gratuitamente pelo programa nacional de imunizações. Que deve ser tomada pela infância em 2 doses, sendo uma com 12 meses e a outra com 15 meses.  A segunda dose há um reforço contra a varicela, uma infecção viral altamente contagiosa que causa a catapora.

Um fator que torna essa notícia ainda mais preocupante é que dados recentes disponibilizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde), apontam que coberturas vacinais de reforço estão muito abaixo da meta esperada.

A população adulta, vale ressaltar que sarampo e poliomielite podem levar a morte. Se não levar ao óbito, podem deixar sequelas graves para toda vida, como surdez, problemas neurológicos, paralisia infantil, cegueira, entre outros.

Somente a imunização que pode interromper o ciclo de transmissão em nosso meio, e ainda proteger o indivíduo da infecção.

Sarampo é uma doença altamente contagiosa causada pelo vírus do sarampo. Os sinais e sintomas iniciais geralmente incluem febre, muitas vezes superior a 40 ºC, tossecorrimento nasal e olhos inflamados. Dois ou três dias depois do início dos sintomas formam-se no interior da boca pequenos pontos brancos, denominados sinais de Koplik. Entre três a cinco dias depois do início dos sintomas aparece uma mancha vermelha e plana que geralmente tem início na face e daí se espalha para o resto do corpo. Os sintomas manifestam-se entre dez a doze dias depois do contágio e duram entre sete a dez dias. Em cerca de 30% dos casos ocorrem complicações, as quais podem incluir, entre outras, diarreiacegueirainflamação do cérebro e pneumonia

O sarampo transmite-se facilmente por via aérea através da tosse e espirros de uma pessoa infetada. Pode também ser transmitida através do contato com a saliva ou secreções nasais. Nove em cada dez pessoas que não estão imunizadas e partilham um espaço com uma pessoa infetada contraem a doença. As pessoas infetadas podem infetar outras pessoas desde quatro dias antes até quatro dias depois do aparecimento da mancha vermelha. As pessoas geralmente só contraem a doença uma única vez na vida. A confirmação do vírus em casos suspeitos através de exames é importante para a saúde pública.

vacina contra o sarampo é eficaz na prevenção da doença. Atualmente, cerca de 85% das crianças em todo o mundo são vacinadas. A vacinação diminuiu em 75% o número de mortes por sarampo entre 2000 e 2013. Não existe tratamento específico. Os cuidados de apoio podem melhorar o prognóstico. Entre estes cuidados estão a administração de solução de reidratação oral (líquidos ligeiramente adocicados e salgados), ingestão de alimentos saudáveis e medicamentos para controlar a febre. No caso de ocorrer uma infeção bacteriana secundária, como a pneumonia, podem ser administrados antibióticos. Em países desenvolvidos, recomenda-se também a suplementação com vitamina A.

O sarampo afeta anualmente cerca de 20 milhões de pessoas, a maioria das quais nas regiões em desenvolvimento de África e da Ásia. É a doença que mais mortes causa entre as doenças evitáveis por vacina. Em 2013 causou a morte a 96 000 pessoas, uma diminuição em relação às 545 000 em 1990. Estima-se que em 1980 a doença tenha causado 2,6 milhões de mortes. A maior parte das mortes ocorre em crianças com menos de cinco anos de idade. O risco de morte entre os infetados é de cerca de 0,2%, mas pode ascender aos 10% em pessoas desnutridas. Acredita-se que não infete outros animais.

Sinais e sintomas

Período Prodrômico: corresponde ao período de tempo entre os primeiros sintomas da doença e o início dos sinais ou sintomas com base no qual o diagnóstico pode ser estabelecido, alguns dos sintomas possíveis são:

Período Exantemático: Ocorre piora dos sintomas do período prodrômico, e as complicações podem incluir:

Período descamativo: nesse período as manchas escurecem e surge a descamação fina, febre e tosse diminuem sensivelmente.

Possíveis complicações:

Causa

Em 2008, ocorreram 164 000 mortes por sarampo no mundo, cerca de 450 mortes por dia ou 18 mortes a cada hora.

Célula gigante sincicial resultante da fusão de células infectadas pelo vírus do Sarampo.

  • Grupo: Grupo V ((-)ssRNA) [ou ARNcs(-)]
  • Ordem: Mononegavirales
  • Família: Paramyxoviridae
  • Gênero: Morbillivirus
  • Espécie: Vírus Paramyxoviridae

O vírus do sarampo é um vírus com genoma de ARN simples de sentido negativo (a sua cópia é que é ADN e serve para síntese proteica). É um vírus envelopado (com membrana lipídica externa) pleomórfico com cerca de 150-300 nanômetros.

Induz a fusão de células infectadas formando células gigantes, o que facilita a sua circulação e multiplicação sem ser reconhecido e inativado por anticorpos circulantes, e é resistente ao complemento. Ele infecta as células fundindo a sua membrana (envelope) com a da célula após acoplagem da sua proteína envelopar, ocorrendo a fusão a receptor específico. Reproduz-se no citoplasma da célula. A sua multiplicação destrói as células exceto nos neurônios. Os eritemas cutâneos são causados mais pela acção do sistema imunitário contra o vírus que por ele próprio. A resolução da doença dá imunidade para toda a vida.

Transmissão

A principal forma de contágio é através da saliva ou outra secreção contaminada.

É espalhada pela tosse, espirros, beijos, pelas gotículas que saem quando se fala e qualquer outra forma de contato com fluidos do nariz de uma pessoa infectada e boca, diretamente ou através de objetos (como copos e talheres). É altamente contagiosa, 90% das pessoas que ainda não possuem imunidade são contaminadas caso compartilhem o mesmo ambiente com uma pessoa infectada por algumas horas por dia (casa, creche, escola, trabalho...). O período contagioso começa 2-4 dias antes do aparecimento das marquinhas pelo corpo e continua até 2-5 dias após o início delas (Infectividade de quatro a nove dias no total). Portanto, crianças com sarampo não devem ir a escola por 5 dias depois do aparecimento das erupções cutâneas e devem informar a escola quando elas aparecem para que as outras crianças sejam vacinadas.

Mais de 95% das mortes por sarampo ocorrem em países subdesenvolvidos com sistemas de saúde deficientes, apesar da vacina ser barata, segura e muito eficaz. Estima-se que mais de 20 milhões de pessoas foram contaminadas pelo sarampo em 2010.

Prevenção

A prevenção é feita por vacinas. Geralmente a criança nasce com algumas células de defesa da mãe protegendo-a e toma a primeira dose de vacina entre o primeiro e o segundo ano de vida, e a segunda dose entre os quatro e os cinco anos. Caso alguma criança seja identificada com a doença é recomendado que todos indivíduos não vacinados da região tomem a vacina imediatamente e os indivíduos contaminados fiquem de repouso em casa longe dos que não tenham a imunidade.

Quando não ocorrem complicações, o doente fica curado em 15 dias, o risco de transmissão se torna nulo apenas depois de 10 dias. Antes disso é recomendado evitar aglomerações.

Graças a vacinação, em todo o mundo o número de casos de sarampo caiu 60% de uma estimativa de 873.000 mortes para 345.000 em 2005. As estimativas para 2008 indicam que o número de mortes caiu para 164.000, com 77% das mortes restantes por sarampo ocorrendo na região do Sudeste Asiático.

Adultos que nunca tomaram a vacina também devem ser vacinados, desde que não tenham condições de risco (imunidade baixa, grávidas, lactantes...). Os riscos de desenvolver complicações e morrer são maiores após os 20 anos. O risco de mortalidade é de cerca de 10-15% para pessoas que desenvolvem complicações em países subdesenvolvidos.

Em 2000, 72% crianças foram vacinadas. Em 2008 esse número já aumentou para 83%. A meta é que 95% delas sejam imunizadas até 2015.

Já foi comprovado, mais de uma vez, que nem a vacina para sarampo, nem a para poliomielite e nem a para rubéola aumentam as chances de autismo ou qualquer transtorno semelhante.

Tratamento

A maioria das mortes relacionadas com o sarampo são causadas por complicações associadas com a doença. Muitas pessoas desenvolvem conjuntivitepneumonia e infecções no ouvido em decorrência do sarampo. Complicações são mais comuns em crianças menores de cinco anos de idade, ou adultos com mais de 20 anos de idade. Indivíduos com sistema imunológico enfraquecido são especialmente vulneráveis a complicações.

Pacientes com sarampo devem descansar, beber bastante água e sucos, ter uma alimentação saudável rica em vitaminas, limpar os olhos com água morna, tomar antitérmicos caso tenham febre alta e evitar coçar as manchas para não deixar feridas e cicatrizes.

O consumo de vitamina A ajuda a proteger crianças com menos de dois anos de complicações nos olhos e diminui a mortalidade. Beber soro fisiológico ajuda a prevenir desidratação causada pela diarreia e vômito.

Fontes:

https://g1.globo.com/bemestar/noticia/sarampo-polio-difteria-e-rubeola-voltam-a-ameacar-apos-erradicacao-no-brasil.ghtml

https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/vacina-contra-sarampo-esta-disponivel-em-postos-de-saude-mas-autoridades-alertam-para-baixa-procura.ghtml

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sarampo

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